Água como recurso fundamental no combate do Covid-19

por Z - Rotary Club Satélite de Curitiba-Norte Inspiração

Sobre a autora:  Neile Cristina Andraos é Engenheira Civil. Possui Mestrado em Construção Civil, MBA em Administração Pública e Gestão de Cidades e Especialização em Saneamento Ambiental. É engenheira da Companhia de Saneamento do Paraná e membro do Rotar
Sobre a autora: Neile Cristina Andraos é Engenheira Civil. Possui Mestrado em Construção Civil, MBA em Administração Pública e Gestão de Cidades e Especialização em Saneamento Ambiental. É engenheira da Companhia de Saneamento do Paraná e membro do Rotar
Em tempos de coronavírus a higienização das mãos com água e sabão é fundamental. No entanto, estamos em um cenário de escassez hídrica, em que a falta de chuvas prejudica a acumulação de água nos reservatórios de abastecimento. Para não corrermos o risco de ficar sem água é necessário ter uma caixa de água que possa garantir o abastecimento durante o rodízio - medida necessária para que a água escassa reservada chegue ao maior número de residências.
 
Mas, principalmente, é necessário fazer uso consciente da água, dando preferência para a higienização pessoal e alimentação, evitando a lavagem de carros e calçadas, rega de jardins e outros usos que possam ser adiados. Além disso, é importante fechar a torneira enquanto estiver lavando as mãos com água e sabão.  
 
Cuidado da com a água não é de agora

Historicamente, o saneamento vem sendo a maior arma da saúde pública perante as grandes epidemias. As civilizações antigas desenvolveram as primeiras técnicas de irrigação e canalizações superficiais e subterrâneas visando a utilização da água e o afastamento de dejetos. Já a Idade Média foi um período sem avanços na área do saneamento, o que contribuiu para a proliferação em massa de doenças de veiculação hídrica e por falta de higiene, como a peste negra.  

 
No século XIX, surtos de cólera e febre tifoide impulsionaram estudos para comprovar cientificamente a eficácia do saneamento no decréscimo de mortalidade devido a doenças. No século XX, surgiu a medicina preventiva e a difusão da vacinação. No Brasil, a lei da vacinação obrigatória causou a Revolta da Vacina, mas as epidemias de varíola, poliomielite e meningite aos poucos conscientizaram a população sobre a importância da vacinação. 
 
Os anos de 1981 a 1990 marcaram a Década Internacional da Água Potável e do Saneamento, declarada pela Organização das Nações Unidas. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas ganharam acesso à água potável neste período. A Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a década 2018-2028 como a Década Internacional para Ação: Água para o Desenvolvimento Sustentável, como meio de atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos. 
 
Sobre a autora: 
Neile Cristina Andraos é Engenheira Civil. Possui Mestrado em Construção Civil, MBA em Administração Pública e Gestão de Cidades e Especialização em Saneamento Ambiental. É engenheira da Companhia de Saneamento do Paraná e membro do Rotary Satélite de Curitiba Norte Inspiração. 
Neile foi Rotaractiana de 2012 a 2015, Integrante da equipe de imagem pública distrital 2013-2014, Diretora de Serviços Profissionais Rotaract de Curitiba Norte 2012-13 e 2013-14 e Presidente Rotaract de Curitiba Norte 2014-15.
 
 

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