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Copo meio cheio ou meio vazio?

Resultados dispensam explicações, diz um ditado norte-americano, país fundado no capitalismo, um sistema que considera resultados, não intenções. Aliás, é do falecido ministro da Fazenda Roberto Campos o pensamento: “No socialismo as intenções são melhores do que os resultados, no capitalismo os resultados são melhores do que as intenções”. Iniciando a gestão 2020-21, mas ainda escrevendo na gestão anterior, tenho de preservar a coerência no discurso e admitir que os resultados de desenvolvimento do quadro associativo nas Zonas 23 e 24 (América do Sul, incluindo Brasil) são o copo meio cheio – ou meio vazio. Podemos dizer que a gestão começou lacrando, para usar uma gíria típica das redes sociais. Em 30 de setembro de 2019, tínhamos a seguinte evolução no número de associados, por subzona, em relação a 1º de julho do mesmo ano: 1 – 23A (sul do Brasil) – positivo em 443 associados, com destaque para os distritos 4710 (66 associados de acréscimo), 4630 (67) e 4652 (64); 2 – 23B (países de língua espanhola) – 412 novos associados, com a liderança dos distritos 4320 (72 associados a mais), 4905 (43) e 4945 (42); 3 – 24A (São Paulo) – 402 associados admitidos, com menção aos distritos 4420 (172 rotarianos a mais desde 1º de julho de 2019), 4440 (88) e 4621 (63); 4 – 24B (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste) – crescimento de 466 associados, destacando-se os distritos 4760 (88 novos associados), 4571 (87) e 4500 (agregação de 68 associados no primeiro trimestre da gestão). No total, eram 1.723 rotarianos de crescimento líquido na América do Sul. Tínhamos a expectativa de reverter o quadro de decréscimo de associados em anos recentes. Eis que entra em cena, então, a teoria da porta giratória: para cada rotariano que chega, outro sai. Quieto, sem alarde, sem desposse, sem que as razões da saída sejam avaliadas. É um fenômeno mundial: nos últimos dez anos, 1,38 milhão de rotarianos deixaram a organização, um número superior ao do nosso quadro associativo mundial, de 1,2 milhão. Admitimos muitos, com grande fanfarra, mas perdemos outros tantos, silenciosamente. Temos de entender as razões. Desde 1º de maio, em reuniões virtuais, presenciei as posses de 554 companheiros – 283 homens e 271 mulheres. Há várias outras reuniões agendadas, tanto para fundação de clubes como para admissão de associados. Mas, sem travarmos a porta giratória na saída, outros tantos nos deixarão. Hoje, dia 15 de junho, os dados são um pouco desapontadores. Aquele quadro sorridente de setembro transformou-se em apreensão, com os seguintes números (sempre comparados a 1º de julho de 2019): 1 – 23A – única subzona a apresentar crescimento, com 528 associados a mais, salientando os distritos 4660 (com 115) e o 4630 (65); 2 – 23B – baixa de 61 associados, mantendo-se o distrito 4320 com 68 associados e tendo o 4465 acrescido 47 associados no período; 3 – 24A – decréscimo de 66 associados, com destaque positivo para os distritos 4440 (excepcionais 239 rotarianos de acréscimo) e o 4420 (49); 4 – 24B – redução de 67 associados, com destaque positivo para os distritos 4760 (112 novos associados) e o 4530 (71). Com isso, o crescimento de 1.723 rotarianos até 30 de setembro de 2019 despencou para 334 associados a mais no período. Uma queda de 80% no que já havíamos crescido. Teremos ainda 15 dias pela frente para uma reação. E, na sequência, o desafio de 1º de julho, época do ano que, historicamente, apresenta baixa de associados devido à per capita. Os governadores 2019-20 ainda têm trabalho, e os governadores 2020-21, lições aprendidas. Uma delas: fundar clubes tem sido o único instrumento de crescimento de associados na América do Sul. Comecem em 1º de julho de 2020, pois já estaremos em desvantagem em relação ao tempo. * O autor é Mário César de Camargo, diretor 2019-21 do Rotary International. [email protected]

Um novo ano, novas oportunidades

Desde que fui indicada  como governadora deste maravilhoso distrito tenho refletido e agradecido a Deus pela imensa honra e pensado muito a partir de  uma afirmação de Albert Einstein que diz que “a ‘imaginação’ é mais importante que o ‘conhecimento’”. Tenho me envolvido com essa ideia de que o conhecimento é limitado mas, a imaginação envolve o mundo.  A utilização da inteligência é feita pela imaginação e a criatividade, mas a inspiração, o sonho, a elaboração e a decisão, são atributos da imaginação. Uma mente imaginativa: Inventa (o que ainda não existe); Descobre (o que já existe); e Cria (transforma o que já existe para atribuir novas peculiaridades). E continua o que tem de melhor e benéfico. A imaginação é, portanto, fértil. E só assim, o homem pode continuar a obra Divina. Por isso, somos natureza e cultura. Natureza sendo tudo aquilo que para existir não necessita da participação do homem e, cultura, sendo tudo aquilo que para existir necessita da participação do homem. Exatamente por tudo isso que temos que continuar “Tocando em Frente”! Para cumprir no seu melhor modo, o círculo da vida, renovando nossos sentimentos, melhorando nossos desempenhos, aumentando nosso nível de compreensão  e inovando e fortalecendo nossas ações. Foi pela generosidade de minha mãe que adentrei no universo adulto, quando, com sua benção, ela me disse: “você não vai apenas estudar longe de casa, você vai andar com seus próprios pés”. Andar com meus pés e pensar com meu coração me levaram a escolher uma profissão. Foi pela família e a pela profissão que entendi o valor do acolhimento, compreensão e doação. E foi pelo envolvimento com Rotary, que hoje, desejo somar forças com todos aqueles que desejam amar mais, conhecer mais, melhorar mais e ajudar mais. Aqui mesmo, em Rotary, em outras ocasiões, já havia falado sobre minha percepção de que: Foi por muito estudar que entendi que tinha sempre mais a aprender. Foi por muito ser ajudada que entendi que tinha mais a doar . Foi por muito doar que entendi que cada um de nós compõe a sua história. Amigos rotarianos, a  situação atual nos convida a continuidade e a diversificar a ação de  planejamento. Nos convida também  a uma nova realidade que se apresenta nesses novos tempos. Nos convida a inovar e operar sem medo. Vamos experimentar ideias inovadoras, elas são bem-vindas e esperadas. Vamos  “Tocar em Frente” o projeto de um mundo melhor e mais afetivo. “O Rotary Abre Oportunidades!” Nossa mensagem rotária de paz, solidariedade e serviço tem que ser mais clara do que nunca! E, finalmente, é assim que o Rotary deve abrir oportunidades: para a participação ativa dos rotarianos, rotaractianos, interactianos, rotarykidianos, intercambistas, familiares e comunidades,  respeitando e enaltecendo a prova quádrupla.  Vamos abrir oportunidades: para nós e para os outros! Precisamos encorajar  a assumir o  risco de inovar. A inovação é necessária para o progresso. Vamos trabalhar lado a lado. Para isso, contamos com  essa rede humanitária rotária do Distrito 4730.

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